sexta-feira, 24 de agosto de 2012

JOSÉ PAULINO DE CASTRO MEDEIROS

JOSÉ PAULINO FOI O PRIMEIRO VENERÁVEL DA LOJA MAÇÔNICA, EM 24 DE JUNHO DE 1873. FOTO TIRADA EM 24 DE AGOSTO DE 2012, NA GALERIA DE EX-VENERÁVEIS, NO SALÃO  CYRO MEDEIROS.

domingo, 19 de agosto de 2012

A PRIMEIRA ELEIÇÃO EM MOSSORÓ

Mossoró nasceu ao redor da capela de Santa Luzia. Um pequeno agrupamento humano foi surgindo, lento mas progressivamente, até formar o arraial. Em meados do ano de 1838, iniciou-se a luta pela criação da freguesia, pois esse era o caminho natural para se tornar município. Nas palavras do mestre Câmara Cascudo, "elevar a pequenina capela ao predicativo de Matriz era o desejo de todos". E a matriz foi instalada em 1842. Segundo o costume da época, o poder espiritual deveria chegar antes, para preparar o terreno para o poder temporal. A primeira batalha estava vencida, mas muita ainda restava para ser conquistado. E dez anos se passaram até que em 15 de março de 1852, através da Lei Provincial de nº 246, o povoado foi emancipado, passando à categoria de vila. Essa medida estabeleceu a criação da Câmara, desvinculando-se politicamente da cidade de Assú.
Surgia, todavia, um problema: como a emancipação foi um ato político e não econômico, já que Mossoró não era dotada de nenhuma atividade econômica que propiciasse a necessidade da autonomia, gerou uma série de atritos para definir quem assumiria o poder da vila. E a população partiu para sua primeira eleição, que seria para a Câmara e Juiz de Paz.
Para essa primeira eleição, dois partidos concorriam: Nortistas e Sulistas, também chamados de Liberais e Conservadores. Os Liberais eram chefiados por Irineu Soter Caio Wanderley, e os Conservadores pelo vigário Antônio Joaquim. Venceram os Conservadores, numa eleição bastante conturbada, na qual elegeram o padre Antônio Freire de Carvalho, que assumiu à frente da primeira Câmara, no dia 24 de janeiro de 1853. Segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo, "com a posse dos eleitos, um grupo de cidadãos recrutados no seio das mais tradicionais famílias de Mossoró, instalou-se, oficialmente, a administração autônoma do Município de Mossoró".
Acontece que os Conservadores procederam à eleição na Igreja Matriz de Santa Luzia. Os Liberais, no entanto, reuniram-se em uma casa próxima e passaram a tramar contra a eleição que estava acontecendo. Dessa forma, mandaram os irmãos José e David do Rosário tomar o livro das atas das mãos dos Conservadores. Os mesmos assim fizeram, sendo, porém, o referido livro retomado mais tarde pelos conservadores. Os Liberais, despeitados com o fracasso, fizeram disparar suas armas para o lado da Igreja, sem causar vítimas. E resolveram montar também outra eleição, para tumultuar o processo. As atas das duas eleições foram enviadas para Natal, sendo que a dos Conservadores foi a aprovada. Pela duplicação da eleição, o presidente da província multara os juízes da paz liberais que eram os senhores Manuel de Souza Nogueira e Irineu Soter Caio Wanderley em duzentos mil réis cada um.
A chapa eleita pelos Conservadores para o quatriênio 1853-1856 constava: como presidente o padre Antônio Freire de Carvalho, como vice João Batista de Souza e como vereadores o tenente-coronel Miguel Arcanjo Guilherme de Melo, Vicente Gomes da Silveira, Florêncio Medeiros Cortês, alferes Francisco Bertoldo das Virgens e o professor Luís Carlos da Costa Júnior. Eram suplentes de vereadores: Sebastião de Freitas Costa, Simão Balbino Guilherme de Melo, João Lopes de Oliveira Melo, Antônio Afonso da Silva, Antônio Nunes de Medeiros, Silvério Ciríaco de Souza, Agostinho Lopes Lima, João Martins da Silveira Júnior, João Francisco dos Santos Costa, Pedro José da Costa, Manoel João da Costa, Gil de Freitas Costa, Raimundo Nonato de Freitas, Targino Lopes de Medeiros, João Batista de Oliveira, Gonçalo Soares de Freitas, Manoel Nunes de Medeiros, Manoel João da Silva, João Florêncio de Oliveira Melo, Gonçalo Lopes de Oliveira e Manuel Januário Lopes de Oliveira.
Tudo isso foi registrado na primeira Ata da Câmara Municipal de Mossoró. Este documento é tido como marco inicial da sua administração autônoma, pois com ela começava a história do governo de Mossoró. Mas esse documento parece ser desconhecido pela atual Câmara de Vereadores, que criou uma logomarca em que aparece uma data bem diferente como sendo a que foi instalada a primeira Câmara.
Para saber mais sobre a história de Mossoró, consulte o blog: www.blogdogemaia.com. 
FONTE: GERALDO MAIA (foto acima|)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PADRE ANTONIO FREIRE DE CARVALHO - PRIMEIRO PREFEITO DE MOSSORÓ


Foi eleito em 7 de janeiro de 1853 e tomou posse no dia 24 de janeiro de 1853, natural de Assu, nascido a  12 de junho de 1821, filho de ANTONIO JOAQUIM RODRIGUES  e de VICÊNCIA FERREIRA DA MOTA, Faleceu no dia 28 de fevereiro de 1908

O Carro dos Fernandes - 02 de Maio de 2010

Por: Geraldo Maia do Nascimento

E, de repente, chega o automóvel e transforma a cidade. O monstro irrompeu bufando, “soltando fumaça pelas ventas feito a besta-fera”. Era a modernidade que chegava ao interior do Estado. E veio pra ficar!

 
                
Antes, existia apenas os velhos carros de boi e a Diligência de Seu Pompílio, que era um carro grande, pesado, de quatro rodas, puxado por dois burros. Essa Diligência era empregada no transporte de passageiros entre o Porto de Santo Antônio e a Cidade de Mossoró, e vice-versa. A viatura tinha vários lugares e pegava diversos passageiros. O preço de uma lotação completa era de dez mil réis; passagens avulsas custavam um mil réis. 

 
Fabricado em 1911 - Fonte:
colunas.cbn.globoradio.globo.com

E tudo ia bem até que em 11 de maio de 1911 apareceu o primeiro automóvel em Mossoró, adquirido pela firma Tertuliano Fernandes & Cia. Era um veículo de marca “Westinghause”, de fabricação alemã, com capota desmontável, buzina externa e caixa de ferramentas no estribo esquerdo, além de manivela e rodas com aros de madeira. No motor, 40 cavalos; tinha acomodação para 8 passageiros. 
                
O jornal “O Mossoroense” noticiava, na época: “ O carro dos Fernandes fez lindas evoluções pelas ruas da cidade”. 
                

Lauro da Escóssia registrou no seu livro “Cronologias Mossoroenses – quando, como e onde aconteceram os fatos... – Coleção Mossoroense – Vol. CLXXXII – que “o povo acolheu a chegada do esquisito invento portando-se de joelhos nas calçadas da praça da Redenção e rua Almeida Castro, por onde passou o veículo, mesmo empurrado, pois vinha com uma peça quebrada”. 
                
Nesse mesmo período, a municipalidade inicia a construção de estradas para automóveis, concedendo ajuda financeira à firma Tertuliano Fernandes & Cia., que pretendia usar o automóvel adquirido para transporte de passageiros em linhas a serem organizadas entre Mossoró e as de Areia Branca, Apodi e Pau dos Ferros. 
                
Junto com o automóvel, veio o motorista do Rio de Janeiro. Era o Sr. Cesário Martins, que durante o período de sua permanência em Mossoró ministrou ensinamentos a várias pessoas. Quem primeiro aprendeu a dirigir a máquina foi Chico Panema. Mas não era um bom motorista. Numa viagem que fez para o Apodi, esqueceu-se de colocar água na caldeira e o motor do carro estourou. Ficou atolado no areal entre Apodi e Mossoró. Não teve mais conserto e alguns anos depois foi vendido e levado para o Rio de Janeiro como sucata. 
                
Veio depois o automóvel do comerciante Delfino Freire da Silva. Era um “Berlier” azul, de sete lugares, imenso. Fez uma verdadeira revolução em Mossoró. Para dirigi-lo, veio um chofer do sul, chamado Fraga. Gostou da cidade e nunca mais saiu de Mossoró. 
                
Outro automóvel que fascinou os mossoroenses da época foi o Itala azul-cinzento, de sete lugares, de origem italiana, pertencente ao capitão zeta, Manoel Tavares Cavalcanti. 
                
Novos carros foram aparecendo em Mossoró. Alguns de marca Ford, o chamado “fura-mundo”, o mais popular da época. E a frota não parou mais de crescer. 
                
Outros tempos aqueles. O automóvel não criou apenas uma profissão nova: a de “chauffer”. Criou também um novo estilo de vida, Símbolo de status no passado.

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fonte:
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DR. ANTONIO SOARES JÚNIOR - PRIMEIRO MÉDICO MOSSOROENSE

O primeiro mossoroense formado em medicina foi o Dr. ANTONIO SOARES JÚNIOR, nascido a 4 de maio de 1881 e faleceu no dia  12 de janeiro de 1966, filho de  ANTONIO SOARES DE GÓIS e de JOSEFA SOARES DE GÓIS. Matriculou-se em 7 de setembro de 1900 no Colégio Sete de Setembro. Em 1904 ingressou na Faculdade de Medicina na Bahia. Farmacêutico em 5 de dezembro de 1905. Intendente Municipal (prefeito), no período de 1917-22. Deputado Estadual em 1913-1916 e em 1930

PRIMEIRO BATIZADO NA CAPELA DE SANTA LUZIA EM MOSSORÓ

No dia 25 de janeiro de 1773 ocorreu o primeiro batizado na capela de Santa Luzia, na então povoação e atual cidade de Mossoró,oficiado pelo Padre JOSÉ DOS SANTOS DA COSTA, na pessoa da criança do sexo feminino, de nome MARIA LUCENA, nascida a 15 de janeiro de 1773,filha de MIGUEL SOARES DE LUCENA  e de PASCOA MARIA DA ENCARNAÇÃO, primeira neta paterna do Alferes MANUEL NOGUEIRA DE LUCENA, patriarca da numerosa e tradicional Família Gambôa, e de FemiANA Rosa dos Prazares.
OBS.: ESTE FOI O PRIMEIRO ATO CERIMONIAL LITÚRGICO CELEBRADO NA ENTÃO CAPELA E ATUAL CATEDRAL DE SANTA LUZIA, CONSTRUÍDA PELO SARGENTO-MÓR ANTONIO DE SOUZA MACHADO
FONTE: LIVRO CRONOLOGIAS MOSSOROENSE, DE LAURO DA ESCÓSSIA

PRIMEIRO SEPULTAMENTO NA CAPELA DE SANTA LUZIA

O primeiro sepultamento na Capela de Santa Luzia, no no então povoado e atual  cidade de Mossoró, foi no dia 9 de maio de 1773, uma menina de nome RITA, de 9 anos, filha de MANUEL BEZERRA DE JESUS e de sua esposa, MARIA MADALENA TEIXEIRA. Desde então os mortos tiveram sepultura no interior da referida Capela. Anteriormente, as pessoas que morriam neste povoado eram sepultados na Capela de Mata Fresca, distante 12 léguas de Mossoró
FONTE: LIVRO CRONOLOGIAS MOSSOROENSES, DE LAURO DA ESCÓSSIA, COLEÇÃO MOSSOROENSE, VOLUME CLXXII

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